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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Dicas financeiras de planejamento para enfrentar a velhice


          No Brasil, o custo anual da velhice pode ultrapassar o preço de um carro de luxo. Foi o que o iG constatou quanto às despesas com um idoso que necessite de atenção 24 horas por dia: os serviços de cuidadores chegam a sair até R$ 144 mil ao ano. Vale ressaltar, para comparação, que um carro Audi A3, modelo 2014, é vendido no País por cerca de R$ 120 mil.

Em pouco mais de 15 anos, a participação dos idosos na população brasileira será quase igual à dos jovens, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Tábuas da Mortalidade, do final de 2013.

Também divulgado no ano passado, o Censo de 2010 faz previsões além de 2030 e afirma que em 2060 o Brasil terá quatro vezes mais pessoas acima de 65 anos do que tem hoje.

Segundo o órgão, a população com essa faixa etária deve quase quadruplicar, de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7%), em 2060. E, atrelado a todos esses números ainda está o da expectativa de vida: o mesmo IBGE já constatou que a expectativa de vida do brasileiro aumentou 25,4 anos no período entre 1960 e 2010, passando de 48 para 73,4 anos no Censo de 2010.




Se, com todos esses dados, você começou a se preocupar em garantir a qualidade da sua velhice, pare e pense: e a dos seus pais, já está bem encaminhada?

Independentemente de sua mãe e seu pai se aposentarem por idade (65 anos para homens e 60 para mulheres) ou por tempo de contribuição (35 anos para homens, 30 para mulheres), eles podem precisar da sua ajuda na medida em que envelhecerem. A velhice, e as doenças que com ela podem surgir, é uma verdadeira caixa de surpresas.

No Brasil, um aposentado que ganha o benefício mínimo, equivalente a um salário mínimo – R$ 722,90 por mês – não tem condições de arcar com os vários gastos decorrentes da velhice, como medicamentos, idas ao médico e a laboratórios particulares para fazer exames. Mesmo um beneficiário do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que ganhe o teto de R$ 4.396 pode ter dificuldades e precisar recorrer ao Serviço Único de Saúde (SUS).

Em um levantamento feito pelo iG em São Paulo, com ajuda do geriatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Clineu Almada, e de empresas especializadas em idosos, só os medicamentos já assustam. Na Ultrafarma, rede de farmácias, o ticket médio de gasto com remédios é de R$ 105,63, sendo que 75% dos clientes são idosos. Ou seja, por ano, um idoso é capaz de gastar mais de R$ 1.200 em medicamentos.

Já os exames de rotina – de sangue e de imagem, feitos anualmente – em um laboratório particular sairiam por cerca de R$ 3.871 segundo dados do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica. Isso sem contar a consulta ao geriatra, que, em São Paulo, pode variar de R$ 400 a R$ 1 mil por encontro de acordo com Almada.

Se preferir investir em um plano de saúde, a família também pode enfrentar dificuldades: o plano individual Medial 115, da Amil, para maiores de 59 anos, que dá direito a quarto privativo em internação, custa R$ 3.685,55 por pessoa em contratos individuais, e R$ 2.579 para os familiares.

Almada ressalta que a população idosa – acima de 60 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) – é bastante heterogênea e que, por isso, os custos da velhice podem variar muito e chegar a valores ainda maiores do que os básicos remédios e planos de saúde. Uma pessoa mais velha, considerada saudável, vai gastar menos do que alguém com alguma perda de funcionalidade, e que se torna dependente de terceiros.

Já uma casa de repouso, como a Residencial Sênior, na capital paulista, custa de R$ 3 mil a R$ 5 mil por mês – em torno de R$ 36 mil por ano, podendo alcançar facilmente a casa dos R$ 60 mil. Nestes valores estão inclusos, por exemplo, refeições e consultas com geriatra e nutricionista, além de várias outras atividades terapêuticas, mas gastos com medicamentos, por exemplo, são cobrados à parte por alguns desses locais.

Em São Paulo, contratar cuidadores que passem 24 horas por dia com um idoso pode chegar a R$ 12 mil por mês, ou R$ 144 mil por ano, segundo a Right at Home, considerada uma agência de preços medianos. O turno de 12 horas pode variar de R$ 187 a R$ 215.

Pais que um dia vão virar filhos

O educador financeiro do instituto Dsop, Reinaldo Domingos, ressalta a importância de os filhos começarem a pensar o quanto antes se vão precisar e como poderão ajudar seus pais quando estes envelhecerem. Segundo o especialista, menos de 1% dos aposentados pelo INSS são independentes financeiramente e, quando não contam com o auxílio de familiares – a maioria sim –, dependem de caridade ou não conseguem deixar de trabalhar.

“As pessoas pensam na assistência médica dos filhos, delas próprias, mas não refletem sobre os pais, que podem se transformar em um grande problema financeiro no futuro”, afirma Domingos. Para os filhos que desejam se preparar para ajudar seus pais quando estes chegarem à velhice, o educador recomenda que comecem com uma análise da sua própria situação, como estão suas reservas e como o orçamento pode render mais. Enfim, fazer um verdadeiro diagnóstico financeiro.

Estando na condição de investir em uma aposentadoria sustentável para seus pais, que vá além dos gastos com saúde e cuidados pessoais, e englobe também o lazer deles, os filhos devem começar a poupar. Quanto antes, melhor. “Assim como é preciso destinar uma parte do dinheiro para os filhos para a faculdade, para comprar um carro ou mesmo para suas aposentadorias, é necessário pensar no pai e na mãe que podem se tornar filhos um dia se não tiverem condições de se financiar”, diz Domingos.

O educador sugere que, desde cedo, os filhos busquem um plano de saúde, mesmo que sejam mais baratos e só para idosos, para ajudar a diluir alguns custos da velhice com idas frequentes ao médico e exames, dos simples aos mais complexos.

Quando chegam à velhice, os pais podem ter dezenas ou nenhuma doença, grave ou não, e por isso Domingos recomenda que os filhos protejam suas finanças. “Diante da gravidade da situação, depender exclusivamente do SUS pode ser demorado e um filho pode até quebrar financeiramente tentando salvar a vida dos pais”, ressalta.

Vale lembrar que todos os planos de saúde possuem um período de carência de 24 meses para doenças pré-existentes, e que deixar para contratar um só quando a doença surgir pode acabar saindo muito mais caro. Outra alternativa que ele sugere é de criar um plano de previdência para os pais ou investir em títulos de longo prazo do Tesouro Direto.

“É preciso projetar esse futuro. Se você começar a planejar hoje é possível adequar o investimento a sua realidade e não ser surpreendido pela necessidade de ajudar o pai ou a mãe. Se você não usar, ótimo, o dinheiro pode se tornar seu, para que sua aposentadoria seja sustentável no futuro”, explica Domingos.

O educador financeiro sugere, ainda, que as pessoas tentem separar de 5% a 6% dos seus ganhos líquidos mensais para arcar com um plano de saúde e outros custos que possam surgir com a velhice dos pais. “Se deixar para o futuro, o filho é quem vai pagar a conta. “Todo mundo tem ideia de quanto custa, sentimentalmente, perder um pai ou uma mãe”, destaca.

O ideal, segundo o especialista, é que os filhos poupem para os pais com, no mínimo, 10 anos de antecedência. Quanto mais tempo, melhor. No curto prazo, segundo Domingos, há pouco o que fazer.

Nesses casos, o melhor é ir atrás de algum bem que possa ser vendido e transformá-lo em uma poupança, ou mudar os pais de uma casa maior para uma menor, por exemplo. “Quanto menos tempo se tiver para poupar, maior será o esforço e o risco”, conclui.
Fonte: Ig Notícias - 30/07/2014 #dicas
Imagens Google

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

INSS - Aposentadoria terá mudanças

           A partir de 02 de dezembro de 2013 Aposentadoria do INSS sofrerá mudanças com a Entrada da nova expectativa de vida dos brasileiros.

          A entrada da nova expectativa de vida altera fórmula e impõe novo prazo para benefício não sofrer desconto. O IBGE anuncia na próxima segunda-feira a nova tábua de expectativa de vida da população brasileira. O resultado afeta diretamente a composição do fator previdenciário que serve de base para o cálculo das aposentadorias do INSS. A previsão é que o instituto mostre que os brasileiros vão viver, em média, mais 40 dias. Consultores acreditam que o IBGE não registrará grandes alterações na tábua, mas a expectativa de vida do brasileiro deve aumentar, em média, em 40 dias, como ocorreu em anos anteriores.
           Os 40 dias vão mexer na estatística atual de que os brasileiros vivem, em média, 74,8 anos. Homens vão até os 71,3 anos e as mulheres até 78,5 anos, de acordo com o IBGE.
           O aumento da expectativa de vida agravará o quadro de perda com o fator no cálculo das aposentadorias. Hoje, o mecanismo provoca redução de até 40% nas aposentadorias. O cálculo foi adotado em 1999 para forçar o trabalhador a ficar mais tempo na ativa, retardando o pedido de benefício. Considera tempo de contribuição, idade e expectativa de vida do segurado. Quanto mais novo o trabalhador pede aposentadoria menos ele recebe.
           Para evitar mais perdas o trabalhador que completou as condições para se aposentar por tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos, para mulheres) deve fazer o pedido de concessão até sábado (30.11.2013). Assim, ele conseguiria driblar desconto maior do fator. O agendamento da concessão pode ser feito no www.previdencia.gov.br) ou pela Central 135. Apesar da mudança do fator ocorrer na virada do mês, o INSS considera a data do pedido de agendamento, mesmo que o atendimento no posto ocorra dias depois. Se o pedido for feito até o próximo sábado, o trabalhador garante o cálculo do benefício com o fator antes da alteração da tábua de expectativa de vida da população.



 Fonte: O Dia - 27/11/2013 

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Servidores Federais: Novas Regras de Aposentadoria em 2013

          Servidor Federal a partir de 2013 já terá que se aposentar com base nas novas regras que estão sendo votadas pelo Congresso Nacional, incluindo a limitação das aposentadorias ao valor do teto pago pelo INSS (hoje de R$ 3.916.20) e a criação de fundos de previdência que vão complementar esses benefícios garantidos pela União. Para que isso ocorra, o próximo passo é o Senado analisar o projeto que cria o Funpresp. Essa votação deve terminar até julho. No segundo semestre, o governo ajustaria os últimos detalhes para que os servidores que ingressarem no início do próximo ano no funcionalismo já sejam regidos pelas novas normas.
          O governo também vai trabalhar para que o projeto passe sem alterações pelo Senado. Quem já é funcionário federal poderá, se quiser, migrar para o fundo complementar e o secretário de políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, garante que não haverá uma campanha da União para convencer os atuais servidores a mudarem de regime.
          Quem quiser migrar, porém, receberá um incentivo do governo. Esse funcionário terá uma quantia equivalente a uma parcela de seu salário, proporcional ao tempo já trabalhado, depositada no fundo complementar, valor correspondente a pouco mais de cinco meses de contribuição para o fundo, considerando uma alíquota de 8,5%.
          Quem já é funcionário público federal e quiser passar para o novo regime terá dois anos para fazer isso. O prazo será contado a partir do momento em que o fundo complementar dos servidores começar a funcionar.
          Notícia extraída das fontes: Jornal Extra e Portal do Servidor Federal

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